segunda-feira, 25 de julho de 2011

É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA!


Manifesto dos Trabalhadores da Cultura

O Movimento de Trabalhadores da Cultura, aprofundando e reafirmando as posições defendidas desde 1999, em diversos movimentos como o Arte Contra Barbárie, torna pública sua indignação e recusa ao tratamento que vem sendo dado à cultura deste país. A arte é um elemento insubstituível para um país por registrar, difundir e refletir o imaginário de seu povo. Cultura é prioridade de Estado, por fundamentar o exercício crítico do ser-humano na construção de uma sociedade mais justa.
A produção artística vive uma situação de estrangulamento que é resultado da mercantilização imposta à cultura e à sociedade brasileiras. O Estado prioriza o capital e os governos municipais, estaduais e federal teimam em privatizar a cultura, a saúde e a educação. É esse discurso que confunde política para a agricultura com dinheiro para o agronegócio; educação pública com transferência de recursos públicos para faculdades privadas; incentivo à cultura com Imposto de Renda doado para o marketing, servindo a propaganda de grandes corporações. Por meio da renúncia fiscal – em leis como a Lei Rouanet – os governos transferiram a administração de dinheiro público destinado à produção cultural, para as mãos das empresas. Dinheiro público, utilizado com critérios de interesses privados. Política que não amplia o acesso aos bens culturais e principalmente não garante a produção continuada de projetos culturais.
Em 2011 a cultura sofreu mais um ataque: um corte de 2/3 de sua verba anual. De 0,2% ou 2,2 bilhões de reais, foi para 0,06% ou 800 milhões de reais do orçamento geral da União em um momento de prosperidade da economia brasileira. Esta regressão implicou na suspensão de todos os editais federais de incentivo à Cultura no país, num processo claro de destruição das poucas conquistas da categoria. Enquanto isso, a renúncia fiscal da Lei Rouanet não sofreu qualquer alteração apesar das inúmeras críticas de toda a sociedade.
É HORA DE PERDER A PACIÊNCIA: Exigimos dinheiro público para arte pública!
Arte pública é aquela financiada por dinheiro público, oferecida gratuitamente, acessível a amplas camadas da população – arte feita para o povo. Arte pública é aquela que oferece condições para que qualquer trabalhador possa escolhê-la como seu ofício e, escolhendo-a, possa viver dela – arte feita pelo povo. Por uma arte pública, tanto nós, trabalhadores da cultura, como toda a população em seu direito ao acesso irrestrito aos bens culturais, exigimos programas – e não programa único – estabelecidos em leis com orçamentos próprios. Exigimos programas que estruturem uma política cultural contínua e independente – como é o caso do Prêmio Teatro Brasileiro, um modelo de lei proposto pela categoria após mais de 10 anos de discussões. Por uma arte pública exigimos Fundos de Cultura, também estabelecidos em lei, com regras e orçamentos próprios a serem obedecidos pelos governos e executados por meio de editais públicos, reelaborados constantemente com a participação da sociedade civil organizada e não dentro dos gabinetes. Por uma arte pública, exigimos a imediata aprovação da PEC 236, que prevê a cultura como direito social, e também imediata aprovação da PEC 150, que garante que o mínimo de 2% ( hoje, 40 bilhões de reais) do orçamento geral da União seja destinado à Cultura, para que assim tenhamos verbas que possibilitem o início de um tratamento devido à cultura brasileira.
Por uma arte pública, exigimos a imediata publicação dos editais de incentivo cultural que foram suspensos, e o descontingenciamento imediato da já pequena verba destinada à Cultura. Por uma arte pública, exigimos o fim da política de privatizações e sucateamentos dos equipamentos culturais, o fim das leis de incentivo fiscal, o fim da burocratização dos espaços públicos e das contínuas repressões e proibições que os trabalhadores da cultura têm diariamente sofrido em sua luta pela sobrevivência. Por uma arte pública queremos ter representatividade dentro das comissões dos editais, ter representatividade nas decisões e deliberações sobre a cultura, que estão nas mãos de produtores e dos interesses do mercado.
Por uma arte pública, hoje nos dirigimos a Senhora Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao Senhor Ministro da Fazenda e às Senhoras Ministras do Planejamento e Casa Civil, já que o Ministério da Cultura, devido seu baixo orçamento encontra-se moribundo e impotente. Exigimos a criação de uma política pública e não mercantil de cultura, uma política de investimento direto do Estado, que não pode se restringir às ações e oscilações dos governos de plantão. O Movimento de Trabalhadores da Cultura chama toda a população a se unir a nós nesta luta.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"NOVEMBRO DE ARTE"ANIVERSÁRIO DE ITAQUERA

Programação

Dia 12 –Sarau na Oficina Cultural Alfredo Volpi
19:00= Leone da Gaita (Blues)
19:30= Cia Teatro do Acaso (Performance)
20:00= Ademiro Alves (Literatura Periférica)
20:30= Poesia livre (poetas convidados)
21:00=Meramolim (MPB)
Local= Rua-Victorio Santim, 205 – Centro de Itaquera

Dia 13 – Vila Verde Cultural
15:00= Porto de Luanda (Maracatu)
15:45= Pintura de Rosto e brincadeiras
16:30= Edson e Osmar (Sertanejo)
17:30= Grupos locais de Hip Hop, Beboys e Rapers
Rua-Jeritana,122 – Vila Verde

Dia 21 – CEU Azul da Cor do Mar
Comemoração do Dia da Consciência Negra

15:00= Filme
16:00= Palestra
16:30= Apresentação de Dança
17:00= Banda Quinoa (MPB)
Rua-Ernesto de Souza Cruz, 2171 –Cid. A. E. Carvalho

Dia 28 – Projeto Porto Cultural
15:00= Dialeto Dub (Reggae)
16:00= Cacá Lopes (Cordel)
17:00= Trio Arco Verde (Forró pé de serra)

Rua-Antonio de Moura Andrade, 149 – Vila Brasil-ITAQUERA

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BANDEIRAS AO VENTO

Contra-dizendo supersticiosos e os descrentes da boa sorte, na ultima sexta feira 13, um Sarau com muita música, dança e poesia marcou o lançamento do Projeto Porto Cultural na Sede da A.D.C. Porto Epitácio em Itaquera. Criado a partir da união de artistas e pessoas da comunidade, preocupados com a ociosidade dos espaços verdadeiramente destinados para tal fim (cultura).
O Projeto é mais uma iniciativa positiva em meio a tantas que “afloram” do caos e da ausência de ações do 1º setor. Com um público de pouco mais de 100 pessoas, entre eles adultos e crianças, o Evento contou com a presença de diversos artistas e personalidades do Bairro. O escritor Valmir Macedo abriu a noite com suas performances inquietantes, logo em seguida veio o Rap de José Evandro (Bea), Hip Hop com a “Família Crew”, Poesia e MPB com Esdras de Lucia, Blues com Leone da gaita e para “fechar” a noite, a banda B.F.R. deu seu recado com muito Hard Core. Uma noite cheia de tons, cores e talentos, longe da mesmice de “um banquinho e um violão”, o vício da cultura rasa. Mestres e Alunos, Pais e Filhos, Cidadãos e Cidadãs, respiraram os ares Culturais que nos faltam aos pulmões toda vez que procuramos em nosso bairro, lugares que possam abrigar manifestações artísticas originais e gratuitas. Novas e velhas gerações de um mesmo lugar, a “Pedra dura” que deu origem à várias histórias de conquistadores e conquistados, habitantes de uma “cidade”chamada Itaquera.

domingo, 1 de agosto de 2010

PORTO CULTURAL

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Em 1976 surgiu em Itaquera um time de Futebol de Várzea chamado “Porto Epitácio”, o nome é uma homenagem à cidade de Presidente Epitácio –SP e o seu famoso Porto margeado pelo Rio Paraná. O time hoje tornou-se uma Associação Desportiva e Cultural.Aos finais de semana, amigos, filhos, esposas, netos e agregados se reúnem em sua sede (própria) que fica próximo ao Hospital Planalto em Itaquera, para festejar, organizar e confraternizar alegrias e derrotas. O espaço onde hoje tudo isso acontece, também foi sede entre 2000 e 2003 de um Projeto de Cultura coordenado pelo músico Paulo Roberto (Pobeto) e pela atriz Patrícia Pires, com objetivo de oferecer à comunidade, oficinas de teatro, música, capoeira e etc. Diversas Mostras de artes e Workshops foram organizadas pelos próprios alunos; promovendo assim o protagonismo juvenil e a formação cultural.
Sentindo a falta de locais destinados às Artes em Itaquera e buscando aproximar a comunidade de propostas reais de Formação e Difusão Cultural independentemente
“desse ou daquele indicado” e bem vestido, responsável pelas “chaves” públicas. A Diretoria do Porto Epitácio em parceria com o Projeto Canjica de Marte iniciará a partir do mês de Setembro o Projeto Porto Cultural, que vai oferecer Oficinas de teatro, dramaturgia, música, dança de salão, dança de rua, dança do ventre, desenho, artes plásticas, criação literária, tai chi chuan e meio ambiente.
O lançamento do Projeto acontecerá no dia 13 de agosto a partir das 19 horas, durante um Sarau que reunirá artistas/professores, poesia, música, performances de teatro e dança. As inscrições para os cursos começam no dia 16 de agosto na própria sede do Projeto.

Sarau dia 13 de Agosto a partir das 19h
Local: A.D.C Porto Epitácio
Rua:Antonio de Moura Andrade, 149 – Itaquera
Informações sobre o Projeto Porto Cultural :
2556 3326/98927783